sábado, 2 de novembro de 2013

Finados - dia dos mortos


Hoje é dia de Finados, dia dos Mortos ... Obon, como sempre conheci este feriado.
Feriado, dia de descanso, certo? Não na família de floricultores .... desde pequena, Obon foi sinônimo de trabalho, muito trabalho na minha família.

Quando ainda era pequena, meu pai revendia as flores no Ceasa de Prudente .... a minha casa ficava totalmente tomada por flores ... palmas de todas as cores e comprimentos. Elas eram categorizadas pelo comprimento do cabo ... quanto mais comprido, flores mais bonitas.



E a garagem de casa ficava tomada de palmas ... nunca entendi direito porque elas se chamam palmas ... nunca achei parecida com palma. Quando aprendi a escrever, minha função era identificar os pacotes ainda fechados de palmas com o tamanho e a cor ... V de vermelho, R de rosa, AM de amarelo .... caneta hidrocor na mão, e ia identificando, pacote a pacote as palmas que depois de identificadas, enchiam o 'ofuro' do banheiro.

Depois, veio a fase dos vasos de crisântemos, que vendíamos aos montes, no cemitério.
Crisântemos de várias espécies ... branco, amarelo, margaridinha .... todas enfileiradas pelo chão do banheiro e da cozinha .... acordar, escovar os dentes e sair pra escola era quase um labirinto de flores.


Crisântemos em japonês é "kiku" ... e isso rendia várias piadinhas ... kiku cheiroso, kiku bonito .... e nesta fase de piadinhas adolescentes, que comecei a ir, todos os anos, para o portão do cemitério vender flores.

Lembro que acordava cedo, bem cedo para abrir as barracas antes de amanhecer.
Quando a minha mãe me acordava, lá pelas 5 da matina, ela já estava de pé há muito tempo ... ela já tinha preparado os nossos "obentôs" ... já tinha feito oniguiri, milanesa, omelete e já tinha arrumado tudo, cada um para o seu destino correto, obedecendo as preferências de cada um ... o Kiyoshi sempre gostou de milanesa, e o obentô dele sempre tinha mais milanesa que os outros.
Eu, sempre adorei oniguiri com umê ... e o meu obentô ia com oniguiri recheado de umê.

Quando eu penso nesta dedicação e nesta delicadeza, meu coração se enche de saudade e meu olho de lágrima.
Como podia alguém, às antes das 5 da manhã, lembrar dos gostos de cada filho e colocar tanto amor para arrumar nossa comida.

O dia no cemitério era tão puxado, tão corrido, que a gente almoçava nos intervalos entre um cliente e outro, e talvez nunca percebemos todo este amor na comida.

E nas vendas, esta mesma delicadeza se transformava em leoa ... será por influência do signo dela?
Era ela, todos os anos, quem tinha as melhores vendas ... bater os números da minha mãe era missão quase impossível ... que eu consegui, num mísero ano ... não importava o portão que ela ficasse, ela SEMPRE vendia mais que qualquer outro.

Simpatia, sabedoria, carinho ... não sei qual era o seu segredo ... Hoje, eu acho que era a vontade no coração de fazer dar certo ... de poder, com o lucro daquele dia, dar um pouco mais de conforto pra família.

Quando eu já estava fazendo faculdade, muitas vezes, o cansaço do dia de Finados terminava em viajar a noite toda no ônibus de volta pra Campinas. Era cansativo, muito cansativo. E o descanso do feriado? Era substituído pelo abraço de agradecimento dos meus pais quando eles me deixavam na rodoviária. Pela alegria no rosto deles, de poder me dar um pouco mais de dinheiro, por todo o meu esforço .... "Compra alguma coisa que você está querendo, depois de trabalhar tanto você merece ..."

Hoje, neste feriado, acordei tarde, estou largada no sofá sem fazer nada.
Pensando até se vou fazer o almoço ou se vamos sair pra comer ....

Feriado de Finados é sinônimo de descanso.
E nesta ociosidade, tenho muito orgulho por todos os anos que eu trabalhei ao lado dos meus pais ... e daria tudo para passar mais uma vez, um dia puxado ao sol de Prudente no cemitério, comendo o obentô da minha mãe.

Saudade demais hoje....
Mas me sentindo privilegiada por ter estas memórias no meu coração.
Enquanto as lembranças tomam conta do meu dia, sinto a minha mãe viva no meu coração, mais do que nunca.....

sábado, 11 de maio de 2013

Amor maior do mundo .....



Sempre que o Dia das Mães está se aproximando eu fico emotiva .... nos comerciais previsíveis da TV, na campanha comercial de venda de presentes para as mães ... tudo lembra que é mês das mães .... e meu coração fica apertadinho, qualquer emoção me arrepia .... 

E foi assim que começou o meu final de semana do Dia das Mães.

Na quinta, minha filha me entregou o presente que ela confeccionou na aula de artes .... no desenho que ela fez, traçou com as suas mãos a minha mais nova paixão, a costura .... que sensibilidade!!! Que delicadeza!!!! A mãe que ela enxerga é a versão mais feliz e completa de mim .... uma pessoa apaixonada, que aprende todos os dias com as suas imperfeições ..... 

Na sexta foi a vez do meu filho trazer seus presentes da escola .... junto veio um lindo texto sobre um anjo chamado mãe .... me arrepiei, me emocionei, chorei lendo o texto ... como me sinto agradecida por ter sido filha da minha mãe ... como me sinto agradecida por ser mãe dos meus filhos ....

E hoje eu acordei cercada de presentes e abraços ... e no meio de toda esta emoção, fomos a celebração do dia da família na escola das crianças .... chorei com a entrada da Nossa Senhora Aparecida, chorei com a coroação, chorei com a Ave Maria, chorei com a canção que as crianças cantaram ... e depois de tanta emoção, paramos numa floricultura para comprar flores pras mães de coração que me cercam ....

Quando entrei na floricultura, foi como abrir um portal de lembranças ... em cada rosa, em cada arranjo, vi toda uma história da minha vida ... todos os Dias das Mães que passei ao lado da minha, na sua floricultura ... no carinho das mãos da moça da floricultura, lembrei de como era cansativo trabalhar no Dia das Mães ... de como os espinhos  das rosas machucavam a minha mão, e era quase impossível pegar a caneta na segunda feira ... das noites em claro preparando todos os arranjos e bouquets para o domingo, para fazer mais uma mãe se emocionar ao acordar .... e lembrar que apesar do cansaço, dos machucados, do sono, como fui felliz em compartilhar estes momentos ao lado da minha mãe ... mulher guerreira, batalhadora, que nem no seu dia descansava, para poder realizar nossos sonhos de fazer uma faculdade e ter uma profissão.

Hoje, na véspera do Dia das Mães, sensível e emotiva do jeito que estou, com as lágrimas escorrendo no meu rosto sem pedir licença, sinto um orgulho enorme de ter tido o privilégio de ser filha de alguém como a minha mãe .... como as belas rosas que ela lindamente ajeitava nos seus ramalhetes ... linda, delicada, formosa, mas que guarda dentro das folhas espinhos que a fazem ser forte e protegê-la dos perigos.  E apesar do vazio e da tristeza de não tê-la ao meu lado, olho pros meus filhos e rezo para ter herdado um pouco desta força e ser capaz de ser também uma mãe de quem eles possam se orgulhar um dia .... 
Feliz Dia das Mães para todas a mães do mundo!!!!!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Tradições de Ano Novo

'un no soba' feito pela minha tia, primeira refeição do ano

Na minha casa, Natal nunca foi uma data marcante .... mas o Ano Novo ... ah, o Oshougatsu!!!!
Todos os anos, as mesmas tradições, seguidas a risca por todos nós ... sim, todos nós, porque minha avó sempre fez questão que todos participássemos.

Começava no dia anterior, na confecção do moti, bolinho de arroz, em que a massa era batida no pilão ... e, cada um da família tinha que bater o moti no pilão .... normalmente às 7 da manhã. Lembo bem das manhãs pós baladas adolescentes, que nem enxergava direito a minha mão, e ainda tinha que sincronizar a mexida do moti com a batida do meu irmão ... ai, que medo!!!!

Todos os anos era assim ... o jantar do dia 31 em casa e o almoço do dia primeiro no sítio dos meus avós. Não importava muito quem era família do meu pai, quem era família da minha mãe ... passávamos todos juntos, nas duas tradicionais refeições mais importantes do ano na minha família.
Estar em casa à meia noite na virada do ano era algo quase religioso, para todos juntos comermos o tradicional 'un no soba', nossa primeira refeição do ano.

Não foram poucas as brigas com a minha avó na minha adolescência, porque eu queria estar na festa do Reveillon com meus amigos, mas tinha que estar em casa, porque onde já se viu não passar em casa a virada do ano? Confesso que muitas vezes fiquei muito contrariada e mal humorada ... afinal, queria estar junto da galera, e tinha que estar em casa, cumprindo tradições de velhos ....

Muitos anos se passaram desde esta revolta adolescente. Minha avó já não está entre nós, minha mãe e seus pais também não. Sinto muita saudade desta época, mas hoje fiquei feliz em ver que apesar de menos rígidos, continuamos cultivando um pouco de nossas tradições.

O jantar do dia 31 continua com muita comida, muito mais do que conseguimos pensar em comer. O soba logo após a meia noite, para dar sorte para o ano todo, foi repetido quatro vezes pela minha filha ... haja sorte! .... e apesar do moti não ser mais batido por nós, hoje tomamos o ozone, sopa com o bolinho de arroz.

As tradições são muitas, não sei se daremos conta de perpetuar todas, mas sinto um certo orgulho por cultivarmos o amor em família, por darmos valor a alguns pequenos rituais ... hoje dou muito mais valor ao "Akemashite omedetou" que falo ao meu pai, e como com muito mais vontade o soba da virada do ano ... sorte ou não, me sinto feliz por manter nossa família unida mesmo depois da partida de algumas pessoas queridas, e repetir alguns ritos é também uma forma bonita de relembrar estas pessoas, de tê-las mais próximas de nós. Porque tenho certeza de que a minha batian e a minha mãe de alguma forma estão também  no soba do final do ano ....

E no meio destas lembranças, vamos começando mais um ano ... torcendo para que o próximo soba seja tão feliz quanto foi o último .... por isso, a todos, 明けましておめでとうございます(akemashite ometedou gozaimasu) .... Feliz Ano Novo!


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Borboleta ..... pra sempre no nosso coração



Desde pequena, sempre aprendi com a minha avó que a borboleta preta era o meu avô que vinha nos visitar. Então, não podiamos espantar, nem maltratar, muito menos matar a borboleta .... Nunca conheci o meu avô, mas ele sempre esteve presente na minha vida ... me ajudava nas minhas provas, me ajudou a entrar na faculdade, me ajudou a sair da faculdade, segurou a minha mão nos vários concursos que participei.

A medida que cresci, a frescura natural das mulheres frente a bichinhos asquerosos chegou .... e eu tenho pânico de qualquer ser que se mexe .... lagartixas, besouros, grilos, pererecas .... menos da borboleta preta .... cresci com ela no meu coração, acreditando que era o ditian que nos visitava ...

Ontem, eu estava melancólica .... talvez por todas estas lembranças de final de ano, talvez por esta felicidade meio forçada que todos se obrigam a sentir no Natal .... talvez só saudade da minha mãe.
Estava muito cansada, com muito calor, sem paciência .... de saco cheio do meu marido, que fez o favor de quebrar o braço na festa da empresa. Além de virar a motorista da família, ainda tenho que aturar o mal humor do sujeito .... crises da relação que nos faz pensar 'foi pra isso que eu me casei?'

Dormi mal a noite, acordei mal de manhã ... ainda tinha que ir trabalhar, mas cadê a disposição?
Ainda tinha que levar o marido no médico, pra certificar se tinha quebrado o osso ou não ... cadê a paciência?
Ainda tinha que fazer compras no supermercado, porque agora sou a única que dirijo em casa ... cadê a energia?

Levantei da cama, como numa obrigação, tentando me convencer de que se eu fizesse tudo rapidinho, poderia descansar a noite ....

E quando desço pra tomar café, as crianças gritam com a borboleta preta que está voando dentro de casa ... assustada, ela vem pra perto de mim.
Tive certeza de que era a minha mãe .... me dizendo que era preciso paciência. Lembrando que tudo na vida é reflexo do nosso astral .... e se a gente jogar mal humor pra fora, só pode receber de volta o mal humor multiplicado.
Era como se a ouvisse dizendo que eu tinha que ter paciência com o meu marido .... nem tudo são flores o tempo todo, 'e você pensa que é fácil manter um casamento por 50 anos?' .... ela me diria com certeza.
Sentir a presença dela tão perto me fez pensar em como ela sempre me ensinou a ser feliz .... a agradecer as pequenas felicidades, sem ficar reclamando do que não está bom, e olhar as coisas boas da vida.

E mais uma vez, numa lição de vida aprendida com a minha mãe, levanto e olho para o encanto da minha família .... o braço do Zé continua quebrado, as crianças continuam gritando pela casa, os brinquedos continuam espalhados pelo chão, e a geladeira continua vazia esperando as compras do supermercado ... mas aquela simples borboleta me abriu os olhos para a perfeição ao meu redor ....

É, mãe ... você continua me dando broncas quando eu amoleço ... e eu agradeço com todas as minhas forças por isso ... você será eternamente lembrada em nossos corações ... e pela borboleta, que saiu pela janela e foi pousar perto de alguém que está precisando sentir um pouco de paz no coração.

Beijo ... e feliz 2013 para todos nós!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

NHK紅白歌合戦 - Kouhaku Utagassen



Final de ano chegando .... todos os anos é a mesma coisa "Nossa, o ano já acabou!" .... "Como este ano passou rápido!" ... "Preciso fazer as compras de Natal" ... e, para quem voltou a acompanhar o cenário musical japonês, é época da lista dos participantes do Kouhaku Utagassen.

Lembro como a minha mãe gostava de assistir o Kouhaku.
A expectativa dos cantores, da roupa que eles usariam, da música que eles cantariam ... todos os anos assistir o programa com ela era uma delícia .... no começo, era preciso esperar vir o VHS de São Paulo, depois com a trasmissão ao vivo no Brasil pela NHK, era preciso apenas esperar acabar as obrigações da ceia do Oshougatsu e assistir o vídeo gravado pelo meu pai.

Depois que eu saí de casa para estudar, perdi um pouco o interesse pela música japonesa, e pelos festivais e programas de música. Mas de uns tempos pra cá, talvez numa tentativa de resgatar as melhores lembranças da minha mãe, voltei a assistir programas de música japonesa e novelas japonesas .... como a Internet ajuda a diminuir a distância com o Japão .... talvez de alguma forma diminua também a distância com a minha mãe ....

No ano passado, eu assisti de novo o Kouhaku, depois de muito tempo ... gostei da experiência, apesar de não conhecer mais os cantores .... lembrei tanto da minha mãe e me emocionei em vários momentos do programa .... Este ano, mais conectada e por dentro da mídia japonesa, já vi a lista dos participantes .... a metade eu não conheço, é verdade .... mas voltei a me interessar pelo SMAP e TOKIO, super moleques da minha época de Kouhakus .... e, por influência de uma amiga virtual que encontrei nestas minhas andanças pela Internet em busca de notícias de novelas e músicas, estou na expectativa pela apresentação do Kanjani8.

Fico pensando no que a minha mãe diria vendo a ausência da Kobayashi Sachiko, ou as apresentações grandiosas das AKB48 e SKE48 ... será que ela ainda ficaria feliz vendo o Hosokawa Takashi sem um fio de cabelo fora do lugar, apesar das inúmeras plásticas no rosto? O que ela diria sobre o Arashi, quando eu comentasse que eles são mesmo lindos? Os próprios Shonentai da atualidade .....
Mãe, aí no céu passa o Kouhaku? Ou você vem me visitar pra assistir comigo? Posso acreditar que sim?
O que eu faço com esta saudade enorme que teima em me visitar toda vez que eu vejo algum programa relacionado a música japonesa?

Bom, no meio desta saudade, vou me preparando pra assistir o Koukahu este ano. Ainda não sei se vou conseguir ver ao vivo ... mas com a velocidade que as coisas sobem na net, provavelmente no dia seguinte já será possível assistir .... sentindo a minha mãe sentada ao meu lado, ou dentro do meu coração, vou fazendo sozinha os comentários que ela faria .... acho que assim me sinto mais perto dela, e ajuda a minimizar um pouco a saudade que eu sinto dela ....

É, mãe ... que bom que terei para sempre as lembranças de nossos Kouhakus para poder de alguma forma me conectar de novo a você nas viradas dos anos ...saudades e te amo pra sempre!



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Reencontros


Depois de meses longe do blog, senti vontade de escrever de novo ...
Estou de férias, e provavelmente as emoções da viagem pra Prudente despertaram sentimentos que estão pedindo para serem transformados em palavras.

Desde a perda da minha mãe, meus sentimentos andam intensos. Se a saudade é imensa e a tristeza de não poder mais abraçá-la enchem meu coração de lágrimas, também aprendi a valorizar mais os momentos. Aprendi a viver intensamente cada encontro, cada coincidência. O nosso último café da tarde juntos, uniu, pelo acaso ou pela mão de Deus, meus pais e os 4 filhos, num simples café ao redor da mesa. Parecia que seria mais um, depois de muitos anos, é verdade, mas ninguém imaginava que seria o último. Agradeço todos os dias a Deus por ter dado a oportunidade de estarmos juntos naquele tarde.

Depois disso, comecei a dar mais valor a cada momento da minha vida ... não diminuiu, em nada, a tristeza de ter perdido um grande amigo depois de uma despedida rápida na porta do salão na festa do meu filho. Uma despedida comum, com a certeza de que o próximo encontro seria dali a alguns dias, na próxima festa. Mas só fez reforçar ainda mais este desejo de encontrar as pessoas, reencontrar as pessoas que já foram importantes na minha vida.

E este ano, quase numa promessa de começo de ano, decidi que faria todo o esforço necessário para encontrar as pessoas. E, passado meio ano, acho que tenho tido sucesso nesta empreitada. A coincidência tem me ajudado também, ou seria o reconhecimento divino do meu esforço, e a mão de Deus tem colocado as pessoas no mesmo local que eu para que estes reencontros aconteçam ... só sei que só este ano, encontrei pessoas que não via há 20 anos e posso dizer que cada encontro tem sido sensacional. O tempo, a distância, nos levou a caminhos diferentes, mas o carinho que nos uniu um dia continua forte e faz com que o abraço seja muito sincero.

Logo no começo do ano, fui para Indaiatuba, pertinho aqui de Campinas, encontrar uma grande amiga, companheira de baladas, shows e carnavais. Foram muitas lembranças, conheci sua filha e seus sobrinhos, filhos de também amigos antigos, e saí deste encontro com vontade de mais, de resgatar as memórias e mostrar o quanto foram importantes para mim e quanto de carinho ainda existe.

Em abril, teve a missa de 2 anos de morte da minha mãe. Numa agradável surpresa, recebi as minhas primeiras melhores amigas, duas irmãs que não via desde o meu casamento. Ver a filha de uma delas, trouxe tantas lembranças da nossa infância e adolescência. O abraço de despedida foi muito sincero e confortante. Depois de tanto tempo, muita coisa mudou, mas o carinho ainda é imenso.

E nesta última ida a Prudente, pra comemorar os 80 anos do meu pai, vi que estes encontros têm valido muito a pena. Ainda no meio da emoção do discurso e fotos da comemoração, mais um encontro, a amiga que foi companheira das primeiras noites de estudo, da luta pelo vestibular, do primeiro passo pra vida independente quando fomos pra SP fazer cursinho. Mais uma desta mesma época, não pode ir na festa do meu pai, então decidi ir visitá-la, afinal um conflito de agenda não ia atrapalhar meus planos de encontrar meus amigos. Foram encontros deliciosos, ver que as companheiras de baladas tinham se transformado em mães dedicadas foi realmente emocionante.

Como ainda tinha mais um dia na cidade, combinei de ir encontrar uma amiga ainda da época do ginásio. Fazemos aniversário no mesmo dia, nasci exatamente um ano depois dela, e talvez esta coisa de signo, de astros, tenha nos unido, fazendo com que nossos gênios se combinassem. E mesmo depois de tanto tempo, é delicioso conversar, dar risada. O seu esforço de sempre é encantador e mais uma vez, a admirei pela sua força delicada de correr atrás de seus sonhos.

E, quando estava deixando a cidade, com um sentimento de dever cumprido, encontro, ao acaso, no saguão do aeroporto, alguém que não via há mais de 20 anos ... que coincidência deliciosa. O marido dela embarcou no mesmo avião que nós, e mesmo tendo sido muito rápido, encontrá-la foi sensacional ... o abraço de despedida foi cheio de carinho. Mesmo que o próximo encontro seja daqui a 20 anos, a mensagem de que ela foi importante pra mim parece ter sido transmitido naquele abraço.

Por isso, a minha promessa de começo de ano, vai se transformar numa promessa permanente ... farei destes reencontros a prioridade dos meus esforços ... no meio das obrigações e agendas das crianças, não será uma tarefa fácil, mas depois da emoção destes primeiros encontros, posso garantir que vale a pena. Por isso, amigos que não vejo há muito tempo, aguardem ... eu vou ao encontro de vocês!!!!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Akemashite omedetou ....



E lá se foi mais um ano ... Ano Novo, muitas promessas, muitas esperanças ... mas a verdade é que todos os anos o Ano Novo pra minha família significa muita comilança.
Nunca comemoramos o Natal na minha família ... somente a passagem do ano. Todos os anos, a virada de ano era obrigatória e sem margem para negociações.

A minha mãe passava o dia cozinhando, para ser devorada em minutos à noite, e depois da meia noite, o tradicional "um no soba" (macarrão da sorte). Comi soba pra passar no vestibular, para arrumar um bom emprego, para ter um bom parto. Talvez lá no fundo do meu coração, comi soba para arrumar um grande amor também. E sempre, agraciada pelo soba ou por simples sorte ou destino, todos os meus sonhos foram se realizando.

Este ano, no segundo "Oshougatsu" sem a minha mãe, é inevitável lembrar de todas as tradições que ela fazia questão de perpetuar em nossa família ... além de muita comida no jantar da passagem de ano, o soba como primeira refeição do ano, ainda teve moti distribuídos nos carros e o Kouhaku Utagassen.

O Kouhaku é um festival de música que acontece todos os anos no Japão na noite de 31 de dezembro. Os cantores de maior prestígio nacional se dividem em equipe branca (masculina) e equipe vermelha (feminina) e duelam com apresentações megalomaníacas e visuais de gosto questionáveis.
Mas a verdade é que é um espetáculo, com detalhes e organização literalmente nipônicas.

A minha mãe sempre gostou do Kouhaku ... quando eu era criança, e a tecnologia era realmente do século passado, o Kouhaku levava cerca de seis meses para chegar ao Brasil. Lembro da minha mãe indo assistir a sessão do Kouhaku na ACAE com todo o restante da colônia japonesa prudentina.
Depois, chegou a era do vídeo cassete, e a espera diminui para um ou dois meses. Meu pai ia pra São Paulo e alugava o vídeo do Kouhaku e a minha mãe tornava-se indisponível por quatro horas para apreciar cada apresentação.

Eu já não estava mais em casa quando chegou a transmissão via satélite e a NHK passou a transmitir ao vivo no Brasil. Pronto, não tinha mais espera ... toda manhã do dia 31 de dezembro, o Kouhaku era transmitido ao vivo no Brasil também. Mas como dia 31 de dezembro era dia da minha mãe passar o dia cozinhando, meu pai gravava e ela assistia no dia seguinte ... quase como tradição, no primeiro dia do ano, eu assistia com a minha mãe o Kouhaku do dia anterior.

Teve um tempo em que eu acompanhava anualmente o Kouhaku. Sabia quem ia cantar, qual música, ficava esperando pra ver com qual roupa apareceria, que novidade seria mostrada ... glorioso anos 80, com as apresentações de Akina, Seiko e Kyon Kyon. Teve também a inesquecível despedida da Mori Masako e torcia todos os anos, junto com a minha mãe, pro Akagumi (equipe vermelha) vencer.

Depois perdi interesse, achava todas as apresentações iguais, todas as meninas dançavam no estilo Spice Girls, e todos os homens (?) também pareciam as Spice Girls. Mas, para fazer companhia para a minha mãe, assistia com ela e continuava torcendo pra equipe vermelha.

Este ano, depois de anos, resolvi acompanhar e assistir ao Kouhaku.
Quanta diferença do tempo em que a minha mãe esperava seis meses pra ver uma apresentação. Hoje, menos de 24 horas depois, já estava na Internet, a apresentação e vários comentários sobre as apresentações. E este ano, depois de vários anos de domínio masculino, a equipe vermelha ganhou.

Me senti mais perto da minha mãe, ou senti minha mãe mais perto de mim, não sei direito.
Mas tive a nítida sensação de que ela estava sentada ao meu lado quando a Matsuda Seiko cantou com a sua filha ou quando o "boneco" Hosokawa Takashi dividiu o palco com a Fuji Ayako. Certamente minha mãe teria gostado de ver estas apresentações e teria vibrado com a vitória do time feminino.

Talvez não, porque acho que ela tem algo mais evoluído para fazer no novo mundo onde ela se encontra do que torcer pra equipe feminina, mas lembrar dela nos pequenos sentimentos assistindo o Kouhaku, me fez ter certeza de que a minha mãe viverá para sempre em minhas lembranças e trazer a tona estas lembranças preenche meu coração com o seu amor.

Sinto muita saudade, mas hoje a dor é menor do que já foi, e consigo espantar a tristeza simplesmente lembrando de coisas boas que passamos juntas ... Te amarei para sempre!!!!

Que venha 2012!!! 明けましておめでとうございます ...ou simplesmente, Feliz Ano Novo!!!!

domingo, 27 de novembro de 2011

E viva a amizade!!!!

Yuujou = amizade

Esta foi uma semana intensa ... começou com memórias e lembranças de um grande amigo que se foi há um ano ... amigo, daqueles que a gente não encontra em qualquer lugar. Amigo, quase irmão ... esteve do meu lado no período mais difícil que eu tive que enfrentar. Presente, amigo, companheiro ... trouxe palavras e abraços em momentos doloridos ... me deu a mais valiosa amizade. Desde que ele se foi, me sinto um pouco órfã ... com a sensação de que me falta um apoio, me falta um pilar ... me falta um amigo.

Estive presente na missa de um ano em memória a sua partida. Muitas lembranças, muitas lágrimas, muita tristeza e muita reflexão ... mas de alguma forma um conforto poder estar perto de sua família e seus amigos. Estar próxima da Denise e das crianças, me faz sentir o Alexandre mais perto ... me faz sentir abençoada por ter tido a amizade dele. Manter esta amizade pela Denise e pelas crianças é quase uma forma de agradecimento a tudo o que este grande amigo sempre fez por mim. Acompanhar o crescimento das crianças, comemorar a sua evolução foi a melhor forma que eu encontrei de dizer obrigada.

Com o tempo, esta dor deve diminuir, as lembranças serão apenas memórias e a tristeza vai virar só saudade. Neste dia, quero poder olhar as crianças, talvez já crescidas, e contar a elas sobre a pessoa maravilhosa que seu pai foi ... e o quanto eu fui feliz por ter sido amiga dele.

E, ainda emocionada e sensibilizada pelas lembranças desse grande amigo, fui para um final de semana encantado. Muito riso, muita diversão, muita alegria, muito sol e piscina. Estamos todos acabados, precisando dormir uma semana seguida para nos recuperar do final de semana agitado. Mas feliz em sentir que saio de um encontro de amigos.
Unidos pela escola em comum de nossos filhos, formamos uma turma animada e alegre, sempre pronta para nos apoiar um aos outros. Tenho dois filhos, que já passaram por diferentes turmas de escolas ... mas esta é uma turma diferente. Meu pequeno já saiu da escola, já tem outra turma de colégio ... e eu fico muito feliz em ainda fazer parte desta turma encantada.

Sempre digo que este encontro de mães não foi por acaso. Esta é uma turma especial, formada por pessoas muito queridas. Eu tenho uma satisfação enorme em perceber que mesmo depois de um ano fora da turminha da escola, continuamos juntos e no coração desta gangue dos vermelhinhos. Amigos que levo no coração, momentos memoráveis que tivemos este final de semana ...

E termino a semana reverenciando os bons amigos. E tendo a certeza de que os meus amigos são mesmo o maior tesouro de minha vida. E viva os amigos!!!!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Conectada a Cultura Japonesa




Esta semana, a Natália decidiu que quer apresentar uma dança japonesa no show de talentos na casa da amiguinha .... e lá fui eu, procurar uma música japonesa, lembrar da coreografia, e ensinar pra ela .... "Haru yo koi ... hayaku koi ..."

E junto com a coreografia que ainda está na minha cabeça, vieram várias lembranças ... de todos os taikais que participei, dos bastidores, das viagens, dos ensaios ... e muito, mas muito da minha mãe.
Minha mãe sempre gostou muito de dançar, e mesmo nos últimos anos afetados pelo Alzheimer, ela ainda dizia que estava ocupada com os ensaios de odori.

Nesta época, eu não pensava muito no que podia acontecer depois que eu me tornasse adulta ... tudo parecia tão intenso, tão duradouro ... achava natural ter taikai todo final de semana, ir de uma cidade pra outra .... coloca kimono .... "ai, tá muito apertado!" ... brigava com a minha mãe porque meu cabelo não tinha ficado como eu queria ... "não faz maquiagem branca ... fico parecendo um fantasma!!!!" .... como eu implicava com tudo!!!!

Aliás, perfeccionismo herdado pela leonina maior da casa ... a minha mãe gostava de tudo perfeito! Nada podia ser mais ou menos ... e esta herança me persegue até hoje, no trabalho, no casamento, com meus filhos ... tento pegar mais leve com as crianças, mas quando vejo, estou corrigindo a lição errada, apagando para fazer de novo, "desta vez caprichado!".

A minha mãe gostava tando de odori, que se dispôs a ir até Santa Rita do Sapucaí, me vestir para eu dançar no festival da academia de dança da cidade ... acho que foi a última vez que eu vesti kimono. Depois disso, me afastei de qualquer atividade da cultura japonesa ... a correria da minha vida adulta não deixou muito espaço para isso ... e aqui em Campinas, nunca me interessei em frequentar os clubes da colônia.

Mas agora, vendo a Natália se interessar, e me pedindo para ensinar a dançar uma dança japonesa, um orgulho enorme invade meu coração e parece que entendo um pouco todo o orgulho que a minha mãe sempre demonstrou por mim. Como ela inflava o peito cada vez que alguém me elogiava ... dizia sem nenhuma modéstia que eu gostava tando de dançar que estava ficando cada vez melhor.
Nos passos da dança da Natália, sinto a minha mãe mais perto, e grita dentro de mim uma necessidade de resgatar esta conexão com a cultura japonesa ... como se não pudesse deixar morrer estra tradição ...

E nas músicas japonesas que estão no meu iPod ... e nas novelas japonesas que eu acompanho ... sinto um pedacinho da minha mãe me guiando, me lembrando o valor e a importância de manter um pouquinho da tradição japonesa nesta correria do meu mundo de adulta.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Respeito ... como perpetuá-la?




Estes dias, lendo alguns posts e revendo alguns episódios da minha vida, me peguei pensando sobre índole e caráter ... como ensinar aos meus filhos os verdadeiros valores desta vida, num mundo tão competitivo onde todos querem tirar o máximo de proveito de qualquer situação?

Como ensinar a não furar fila, a pegar o lixo do chão e jogar na lixeira, a ser gentil com o porteiro do condomínio, se quem não faz nada disso está por aí, convivendo conosco do mesmo jeito?
E pra mim, tudo isso está diretamente ligado a coisas mais sérias como não prejudicar o outro, respeitar os mais velhos, não ter preconceito, respeitar os animais.

Assustada diante de notícias como a do aluno que atacou o professor, olho ao meu redor e vejo as pequenas coisas que estão erradas, mas são aceitas porque não são graves.
Receber um troco a mais na padaria é permitido porque são centavos? Outro dia o frentista me agradeceu pela minha honestidade ... e alguém precisa agradecer pela honestidade? Ser honesto não é obrigação do cidadão?

Deixar o idoso passar a sua frente na fila não deveria depender só de lei, tento ensinar isso aos meus filhos ... e me deparo com um casal de namorados felizes (e jovens e saudáveis!) estacionando na vaga reservada a idosos e deficientes.

Alguém já me disse, as crianças aprendem por exemplo. Mas num mundo onde a gente vê diariamente na TV políticos desonestos ditando as leis do país, só o meu exemplo será suficiente?
Alguém já me disse também que eu sou certinha demais, que eu não aceito nem admito nem pequenos deslizes. Verdade, sou rígida demais, sou controladora demais ... mas continuo dizendo, pra mim não tem diferença entre o aluno que matou a professora e a criança que falta com respeito aos avós. A gravidade pode ser diferente, mas a falta de respeito precisa ser contida por menor que seja.

Não achei ainda a solução pra isso, mas quero acreditar que tenho ensinado por meio de bons exemplos, os meus filhos a terem caráter. Olho com orgulho e às vezes até uma lágrima nos olhos quando eu os vejo pegar um lixo no chão e jogar na lixeira. Ou quando eles se indignam também com pessoas jovens parando o carro na vaga de idosos.
Tento ensiná-los diariamente a dizer "Bom dia" e "Obrigado".
Repreendo-os quando acho que não agiram com respeito suficiente a adultos a seu redor.
Fico brava quando vejo que eles agiram sem pensar nos amigos.

Mas, ainda assim, fica a insegurança ... num mundo tão competitivo como este, só isso é mesmo suficiente?

domingo, 9 de outubro de 2011

Ciclo da vida ... como se acostumar?




Depois de muitos pedidos da Nat, fiz yakisoba hoje ... receita da mamãe, lógico!
Enquanto eu picava os legumes, lembranças e memórias tomavam conta da minha cabeça ... e das minhas lágrimas!
Lembranças da mamãe na cozinha, picando os mesmos legumes .. e eu sentada no banquinho, enchendo-a de conversas .... ou lembranças dela no kaikan, eu chegando e dizendo que queria o yakisoba, mas tinha que ser o dela, porque não queria nenhum yakisoba preparado por outras mãos ....

Mãe, hoje em algum lugar do paraíso ou de onde você estiver, você deve estar dando risada quando ouve a Nat dizendo, depois de comer yakisoba em algum restaurante, "ai que vontade comer o yakisoba da mamãe ....".
Lembro claramente quando você me proibiu de comer yakisoba fora de casa, porque eu dava mais trabalho ainda pedindo pra você fazer o SEU yakisoba.
Pois é ... parece que a Nat aprendeu esta lição ... sofro do mesmo mal agora ... não sei se dou risada, ou se também a proíbo de comer yakisoba fora de casa.

E hoje, no meio das minhas lágrimas e lembranças, senti doer mais uma vez a dura realidade de ter que aceitar o ciclo da vida ... uns terminam suas missões neste mundo e se alçam para novas missões ... e nós, que ficamos aqui pra terminar nossa missão neste mundo, temos que nos acostumar a viver sem aqueles que nos deixam ... nos alegrando com a chegada de novos membros na família, e nos acostumando a viver sem o abraço dos que nos deixaram.

Difícil aceitar isso ... nosso egoísmo é grande demais para simplesmente aceitarmos isso.
Saudade ... dói demais ainda a saudade ... falta da minha mãe e falta do Alexandre ainda dói demais ... pensar que nunca mais poderei abraçá-los, que nunca mais ouvirei suas vozes e seus conselhos.
As lágrimas não param de correr ... a dor se instaura no meu coração ... e o que me acalma é o abraço forte e sincero das crianças ... abraçar a Nat e o Ti acalmam meu coração ... como algo que me diz que a vida se recicla no amor destas crianças ... é como se o amor da minha mãe se revivesse no amor que se instaura no meu coração pelos meus filhos.
Também é assim quando eu vejo o Caio e a Nina ... é como seu minha amizade pelo Alexandre se renovasse cada vez que os pego no meu colo.

Pois é ... o Felipe está a caminho, a Manu enche nossos dias de alegria.
Nesta felicidade vivida com as novas vidas que chegam a este mundo, rindo das gracinhas da Nat e do Ti, vamos vivendo nossas vidas sem a batian, na esperança de nos acostumar a viver sem ela, aceitando o novo ciclo de vida, e tentando entender porque pessoas nos deixam, limpando as lágrimas e vivendo um dia de cada vez, orando diariamente para que eles, mamãe e Alexandre, estejam evoluindo em suas novas vidas a cada dia, e que nos protejam de onde quer que estejam.

Mamãe, Alexandre, recebam minhas orações e continuem iluminando nossas vidas.
Aqui da Terra, eu prometo continuar lutando diariamente por um mundo melhor para nossos filhos, com a lembrança de suas memórias e tentando aprender a viver sem vocês.
Suas vidas certamente deixaram um legado ... e no meio de saudades, tento viver este legado, com a certeza de que vocês continuam vivos em meu coração.....

domingo, 4 de setembro de 2011

Melhores amigos ... quantos cabem no coração?




As crianças começaram com "meu melhor amigo" ... "melhores amigas para sempre", e recentemente, ambos tiveram amigos que mudaram de cidade, de escola. Para amenizar um pouco a tristeza deles, contei pra eles dos meus melhores amigos que foram para longe, que eu não vejo há anos, mas que o carinho que eu sinto por eles é para sempre ... o lugar no coração fica guardado para sempre.

E, relembrando todos os meus melhores amigos que tive, resolvi escrever esta homenagem a todos eles. As minhas primeiras melhores amigas que eu tenho lembrança, eu devia ter mais ou menos a idade da Nat. Eram duas irmãs, eu com idade bem no meio das duas, nós três sempre juntas. Férias e finais de semana, ou eu estava na casa delas, ou elas estavam em casa. Não as vejo há anos, e graças à geração Rede Social, acompanho de longe as suas conquistas, aprecio com carinho seus filhos por fotos, e mesmo por frias palavras no computador, tento mandar o calor do carinho que vem do meu coração ... e fica a certeza .... mesmo depois de tantos anos, existe um lugar reservado no meu coração para elas.

Outros melhores amigos marcaram minha vida depois disso, como esquecer da MIFADECA, e mais tarde da Art&Manha. E a GP, Garotas de Programa? Estas pessoas estão, literalmente, distribuídas pelo globo, algumas delas nem tenho mais notícias, algumas já estão com filhos adultos, já não sei mais quais felicidades eles vivenciam, nem quais tristezas eles enfrentam. Mas tem um lugarzinho no meu coração para cada um deles.

E nestas minhas lembranças, comecei a pensar ... como surge uma amizade verdadeira, qual o real significado dos melhores amigos? E percebi que eles surgem de encontros que parecem ter sido desenhados por alguma mão divina.
Que até mesmo num ambiente competitivo de trabalho ou no cursinho pré-vestibular, surgem pessoas com a qual nos ligamos numa linha muito mais forte do que tempo e espaço. É um verdadeiro encontro de almas.

E quando começa apenas com a parte social, como mães dos amigos dos seus filhos, e de repente viram seu maior ponto de apoio, trazem gargalhadas e adoçam sua vida com a graça e leveza que apenas os melhores amigos conseguem proporcionar a sua vida? Esta é a Liga das Mães dos Vermelhinhos.

Ainda tento me recuperar e sobreviver a falta que um destes melhores amigos faz na minha vida. A morte do Alexandre abriu um buraco enorme no meu coração ... preferia que ele apenas tivesse longe, preferia que ele apenas tivesse ido para outro lugar, e que eu tivesse acompanhando suas conquistas pela rede social ... mas ele foi para um lugar que eu não alcanço, então quando a saudade bate forte, preciso ir buscá-lo no lugar que ele ocupa no meu coração e me alimentar de lembranças. E fico feliz por ter estas lembranças, fico feliz de tê-lo tido como melhor amigo, por poder guardá-lo no meu coração.

E quando eu penso em todos estes melhores amigos que eu tenho, sim pois ainda os tenho todos no meu coração, vejo como eu sou uma pessoa abençoada. Em todos estes anos, acumulei muitos amigos e muitas lembranças. Esta riqueza é maior do que qualquer ouro, do que qualquer tesouro. Para todos os amigos que eu não vejo há muito ou pouco tempo, queria que vocês soubessem que existe um lugar no meu coração reservado para cada um de vocês ... e para os novos amigos, vamos tomar um chopp no próximo feriado? Porque ainda tem muito espaço no meu coração para novos e melhores amigos.

sábado, 13 de agosto de 2011

Pai é tudo de bom!




Hoje foi a celebração do dia da Família em homenagem ao Dia dos Pais na escola das crianças. Lindo e emocionante como sempre, em um determinado momento, enquanto todos cantavam "Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada ..." as lágrimas caiam em meu rosto sem pedir licença. Como o Tiago já tinha me autorizado a chorar: "Se você quiser, pode chorar ...", não me importei com as lágrimas e me perdi nas minhas emoções.

Lembrei do meu pai, sempre presente, sempre inteligente, sempre pronto pra ajudar. Eu lembro quando dizia "Espero que o meu marido seja tão bonzinho quanto o papai..." e abro o olho das minhas lembranças e vejo ali, do meu lado, abraçado às crianças, o pai que eu escolhi pros meus filhos.

Pai não é de escandalosas demonstrações de amor, quem faz isso é mãe ... quem sufoca os filhos de beijos é mãe ... quem diz 535 vezes por dia que ama os filhos é mãe ... pai parece não precisar disso ... eles amam e pronto! Eles estão sempre por perto, prontos para amparar, ajudar, abraçar os filhos. E basta que os filhos saibam o quanto eles os amam, ninguém mais. Eles parecem não ter necessidade de gritar aos quatro ventos o quanto eles os amam, que já não conseguem mais se imaginar sem eles.

E hoje, vendo as crianças cantando com os olhos cheio de amor para estes pais, confesso que tive uma pontinha de inveja deles ... tanto amor na voz das crianças, tanto amor no abraço das crianças, e eles continuavam com o olhar sereno de um pai, sem a necessidade de uma escandalosa demonstração de amor. Eu respondi a tudo isso sufocando meus filhos de beijos ... e dai que é Dia dos Pais? Mãe pode sufocar os filhos de beijos e ponto!

E é com toda esta emoção no coração, que eu desejo a todos os pais do mundo um domingo lindo e com muita muita alegria. Não vou poder abraçar meu pai pessoalmente, mas fico feliz em saber que ainda poderei ligar pra ele e desejar Feliz Dia dos Pais. Sei que vai ser uma conversa curta, ele vai responder Obrigado e a conversa não vai perdurar muito, mas sei que o que nos une é muito maior e mais grandioso do que isso. Sei que nossos corações estarão ligados amanhã, e para sempre.

Sou feliz demais por ter nascido filha do meu pai. Não receio nem um pouco admitir que ele é de longe, o melhor pai do mundo, e agradeço demais por todo amor e exemplo que recebi dele. Exemplo que me fez encontrar sim um marido tão bonzinho quanto o papai .... e olhando hoje meus filhos abraçados ao seu pai, tenho a certeza de ter escolhido também para os meus filhos o melhor pai do mundo.

Feliz Dia dos Pais!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Addicted to Jdramas



Durante a minha adolescência, assisti a várias novelas japonesas. Ainda morava com os meus pais, ainda falava japonês com a minha batian. "Furyoshojo to yobarete" era o meu favorito, sobre uma gangue de meninas, algo bem diferente da imagem que eu tinha de novela japonesa.

Depois, faculdade, trabalho, casamento e filhos ocuparam meu tempo e nunca mais tinha assistido a estas novelas. Algumas vezes, em férias na casa da minha mãe, assisitia um ou outro capítulo, mas deixei de acompanhar novelas, em qualquer idioma. Por falta de tempo, ou de interesse, parei de assisti-las.

Alguns anos atrás, meu cunhado e minha irmã chegaram com uma novela, muito bonita segundo eles, um exemplo de vida. O nome? "1 litro de lágrimas" ou "1リットルの涙". Sobre uma menina de 15 anos que descobre uma doença degenerativa incurável e a novela mostra os 10 anos seguintes de luta e amor na vida desta adolescente entrando na vida adulta. Novela para chorar rios de lágrimas, conforme o nome sugere.

Como nas férias não deu tempo de assistir todos os capítulos, voltei pra casa e procurei na Internet. Descobri, ou redescobri, uma nova paixão. As novelas japonesas, ou Jdramas. Terminei de assistir "1 litro de lágrimas", chorei mais alguns litros de lágrimas e fui pesquisar sobre os artistas e outras novelas. Cheguei no também dramático "Taiyou no Uta" com a mesma atriz (Sawajiri Erika), no polêmico "Last Friends" com o mesmo ator (Nishikido Ryo) e aos poucos fui entrando neste mundo.

Por que eu gosto tanto? Não sei direito. Talvez porque eu lembre da minha mãe assistindo estas novelas. Talvez porque me traz de volta a cultura japonesa que eu tinha deixado um pouco de lado nos últimos anos. Talvez porque estas novelas trazem uma mensagem forte de que a vida vale a pena. Em várias novelas, principalmente naquelas que o personagem principal morre (como diz a Nat, toda novela morre alguém?) e a gente derrama rios de lágrimas, ouvi várias vezes "Sou feliz por poder ter vivido estes anos junto a você."

Isso sempre me toca muito. Perdi duas pessoas muito queridas em um ano. Minha mãe, única e maravilhosa, fonte de inspiração e admiração eterna. E um grande e querido amigo, que nos deixou de uma hora pra outra, de forma repentina. Duas perdas enormes, aperto no coração, perdas irreparáveis.

E quando acaba uma novela, limpo minhas lágrimas e penso que valeu muito a pena ter nascido filha da minha mãe, e ter encontrado alguém como o Alexandre no meu caminho. Apesar da dor da perda, escolheria passar tudo de novo ao lado deles.

E vou seguindo assistindo algumas novelas antigas e acompanhando a temporada atual ... ansiosa pelo início da temporada de verão .... lembrando da minha mãe, lembrando das novelas que a gente assistia juntas.

domingo, 22 de maio de 2011

Tricot ... com amor


É ... parece que o verão foi mesmo embora.
E estes últimos dias gelados tiraram do armário jaquetas, blusas, botas e cachecóis ... ah, os cachecóis!!!! Simples acessórios, mas cada cachecol do meu armário tem uma história, uma lembrança.

Tem os que a Hi e a Sel fizeram, naqueles anos de intensa produção delas ... ah, Carol, seus anos de cursinho renderam lindos adornos pro meu pescoço! Tem o que a mamãe fez quando o Tiago nasceu ... quase 5 anos depois, continua lindo ... aquecendo meu pescoço e o meu coração com as lembranças da mamãe tricotando o cachecol.
Tem os que eu mesma fiz, juntando linhas e agulhas ... menos preocupada com a produção final e mais querendo esvaziar a mente de preocupações e só ocupar as mãos ... alguns bonitos trabalhos foram produzidos desta tricoterapia.
E o mais novo exemplar do meu guarda-roupa (que aliás, acabei de descobrir com a Nat que continua com hífen), o cachecol que eu ganhei da minha filha linda no último Dia das Mães.
Herdando a habilidade da família, a pequena da família também leva jeito pra coisa. E neste final de semana, ela quis aprender a tricotar (o cachecol do Dia das Mães foi feito de crochê).

E, ensinando a Nat a tricotar, me perdi e me encontrei nas minhas lembranças ... entre pontos perdidos e os pontos que "deram cria", lembrei do meu processo de aprendizagem. Um colete amarelo foi minha primeira produção, e acho que até outro dia ele ainda "rolava" pelas coisas em casa.
Hoje, sentada no sofá, eu e minha pequena, juntas na arte de tricotar, lembrei dos vários dias que passei do lado da mamãe tricotando, cada uma com o seu tricot na mão, criando lindas obras de arte.

E a partir de hoje, cada vez que eu vestir um cachecol, feito pela mamãe, por mim ou pelas minhas irmãs ... e agora, também pela minha filha, vou lembrar não só da história deste acessório, mas também do grande amor que ele carrega. Amor de quem fez, amor de quem ensinou, amor que atravessa gerações, amor herdado na habilidade das mãos.
E vendo o cachecol que sai das mãos da Nat, tenho a certeza de que as mãos habilidosas da mamãe ficarão vivas na herança desta família ... mãe, você deixou mesmo o seu legado .. até nos cachecóis ... te amo pra sempre!

domingo, 8 de maio de 2011

母の日 - quanta saudade!




Hoje foi um dia muito feliz. Ganhei abraços apertados dos meus tesouros, ganhei presente, passei o dia com pessoas muito queridas, pude dar Feliz Dia das Mães pra minha madrinha querida.
Mas alguma coisa estava vazio no meu coração ... faltava alguém pra ligar no final do dia, faltava ouvir a sua voz do outro lado do telefone, faltava você!

Voltando pra casa hoje a noite, lembrei de todos aqueles anos em que trabalhamos juntas no Dia das Mães ... como você trabalhava duro no seu dia, né?
O dia começava cedo ... eu acordava meio tonta, te dava parabéns pelo seu dia, meio dormindo, meio tentando acordar ... e a gente passava o dia inteiro no cemitério vendendo flores, eu mal via você o dia inteiro.

E à noite, mesmo depois de um dia cheio e cansativo, você sempre fez questão de me levar a rodoviária. Quanta saudade ... de olhar pra você de dentro do ônibus, me dando tchau, esperando até o ônibus sair da rodoviária.

Me despedir de você sempre foi difícil, mas a força que você sempre me passou com o sorriso e me dizendo "がんばって!" me fazia ser mais forte e superar as lágrimas. Afinal, eu não podia e não queria te decepcionar.
Acho que naquela época, eu nem imaginava um Dia das Mães sem você.

E hoje, neste dia dedicado às mães, só posso querer mais uma vez ser mais forte e tentar ser uma mãe perto do que você já foi. Espero ter aprendido tudo o que você sempre me ensinou e conseguir passar um pouco disso tudo para os meus filhos.
E como disse a Nat hoje "se você perdeu a sua mãe, é só procurar!" ... e eu percebi que eu não te perdi. Você continua no meu coração, nas minhas lembranças, na minha saudade.

Vou te amar pra sempre, e lembrar sempre de todos aqueles Dia das Mães que trabalhamos juntas, e do esforço sem igual que você fazia pra me levar à rodoviária quando o que você mais queria era deitar na sua cama pra descansar..... saudade, mãe!

domingo, 24 de abril de 2011

Domingo de Páscoa ... quanta comilança!

E assim termina o feriado ... que começou com o dia de Tiradentes e termina hoje com o domingo de Páscoa.

Todo feriado tem o seu significado, deveria ser para comemorar alguma coisa importante, ou refletir sobre algo importante, mas no fim das contas, vira só um feriado ... dias seguidos para descansar, brincar com as crianças, e uma desculpa para a comilança. Ovos de páscoa, chocolates, cardápios especiais pro almoço ... estou desde quinta feira fazendo refeições calóricas.

E no final deste domingo, muitas calorias a mais, tristeza natural de domingo à noite, sobrou um sentimento intenso de reflexão que me trouxe aqui pra escrever um pouco.

Hoje é um dia de renascimento, comemoramos o dia da ressurreição de Jesus Cristo. Mas exatamente o que isso significa? Penso que diariamente temos que renascer. Acordar para mais um dia, ensolarado ou chuvoso, mas mais um dia. O milagre de poder acordar todos os dias é por si só um motivo enorme para estarmos felizes.

Um dia de trânsito caótico, correria na hora do almoço pra deixar as crianças na escola, agenda lotada no trabalho, uma discussão com o marido por besteira, uma briga com as crianças porque elas não obedecem, uma chateação porque a empregada estragou aquela sua blusa favorita, um desentendimento com o chefe por um mal entendido ... ufa!

Mas graças da Deus eu tenho o privilégio de acordar mais um dia para poder enfrentar tudo isso ... e ganhar aquele sorriso dos meus filhos seguido de um abraço que só eles sabem dar, abraçar meu marido feliz em tê-lo do meu lado, ganhar "Bom dia" de várias pessoas legais no trabalho ... e poder a cada dia agradecer por mais um dia que termina e pedir forças pra enfrentar um outro dia amanhã.

Este renascimento diário não é mesmo um milagre?
Estarmos vivos todos os dias é gratificante.
Ver meus filhos crescendo, um pouquinho todo dia, não tem preço.
Por isso, Páscoa ou não, este domingo me fez refletir um pouco sobre o maravilhoso momento de acordar todos os dias ... e posso dizer que sou muito feliz em terminar este domingo agradecendo por poder esperar a segunda feira, terrivelmente maravilhosa segunda feira. Sim, que venha a segunda feira, que venha a semana ... com todos os problemas que a semana pode trazer.

E vamos escolher renascer hoje, na Páscoa, e todos os dias ... Bom início de semana!

sábado, 23 de abril de 2011

Pra começar ...

Faz tempo que eu tinha pensado em começar a escrever ... faltava tempo, assunto, disposição ... mas faltava mesmo era coragem, de encarar colocar pra fora o que reina na minha cabeça, de pensar que isso poderia ser lido por várias pessoas que não me conhecem, de ter que encarar tudo que está bagunçado na minha mente e converter em palavras ... será que eu dou conta?

Bom, resolvi encarar!

Não sei direito ainda sobre exatamente o que eu vou escrever.
Sobre a difícil arte de criar filhos? Sobre conciliar a loucura de educar crianças e trabalhar o dia inteiro? Sobre o meu mais novo vício de assistir novelas japonesas, que a gente chora do início ao fim? Sobre a saudade enorme que eu sinto da minha mãe e não consigo explicar porque dói tanto?
Acho que sobre um pouco disso tudo. Ou nada disso, nem sei se vou conseguir ter alguma regularidade nos meus posts.

Então, antes de mais nada, vou me apresentar ....
Tenho 38 anos, casada, 2 filhos.
Sou uma pessoa muito feliz, apesar de todas as dificuldades do dia-a-dia.
Tenho um marido maravilhoso, que como qualquer príncipe encantado da vida real, vira sapo vez ou outra ...
Tenho 2 filhos fantásticos ... realmente os melhores filhos do mundo ... mas que me deixam louca todos os dias, testando meus limites e insistindo em não me obedecer até o meu "último aviso".
Trabalho num lugar legal, com pessoas ótimas, mas sofro uma pressão enorme por resultados ... nem sei mais se a pressão é da empresa ou se é pressão minha mesmo.
Meu pai é sensacional ... minha mãe nos deixou de repente no ano passado, mas tenho certeza de que ela me olha e protege de onde ela está ... meus irmãos são muito companheiros, apesar deles me tratarem como a caçulinha até hoje e não terem respeito nenhum por mim, me deram 7 sobrinhos lindos e perfeitos.

Acho que na verdade mesmo, resolvi começar a escrever pra agradecer tudo de bom que eu tenho na minha vida.
Percebi que eu tenho duas escolhas: escolher olhar o que está ruim, e chorar com dó de mim mesma, ou escolher agradecer o que está bom encarando todas as dificuldades de todos os dias. Escolhi a segunda opção e o início deste blog tem muito a ver com esta decisão.

Bom, o nome do blog está em japonês porque este foi um mundo para o qual voltei recentemente (principalmente depois da morte da minha mãe) e que voltou a despertar um interesse enorme em mim.
Por isso, vou terminar este post com mais uma expressão em japonês ....
よろしくお願いします。